Publicado por: Dirceu Rabelo | 01/07/2020

ESVAI-SE UM SER

ESVAI-SE UM SER

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Dirceu Thomaz Rabelo

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Sinto que minha matéria está se apagando

Mas, só eu posso perceber esta anamorfose.

Esperando triste fim, em atribulada apoteose.

Qual relegado trapo humano se esgarçando

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Apático, noto entre perplexo e algo contrito,

Que como ratos deixando navios indo a pique

Para ter a primazia de abandonar minha psique

Digladiam-se ferozmente matéria e espírito.

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Em todas as minhas fotos, sou nada guarnecido…

Só eu, em meio a muitos tenho aspecto esgazeado,

Já não me apavoro, nem mesmo fico aborrecido;

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De que vale lutar contra o tempo que passou célere?

Só me interesso pela data de quando serei eterizado

E poder enfim me ver livre disto tudo, deste cárcere!

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Dom Joaquim, 01 de julho de 2020

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Publicado por: Dirceu Rabelo | 29/10/2018

NO CALOR DA VITÓRIA – POEMA

NO CALOR DA VITÓRIA

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Dirceu Thomaz Rabelo

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Em guerras, partidas, pleitos,

Ou em qualquer disputa,

Impossível que todos

Saiam dali vencedores.

Alguém, um grupo, ou multidão,

Sairá em desvantagem;

Dificilmente o perdedor

Será tratado com compaixão

Por todos que daquela luta

Foram combatentes ferozes

Em dias nem tão felizes assim,

De parte a parte, desunindo,

Separando, deixando marcas

De mágoas, separações, adeuses…

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A dificuldade maior do vencedor

No calor da ferrenha peleja

Após a batalha, combates, ou partida,

É perdoar!

Ou ver seu oponente em situação inferior,

Sem o desprezo, sem o escárnio.

Ainda não é fácil de se ver o derrotado

Com os olhos do coração,

Com a visão de mansidão do espírito…

É a pequenez do ser humano;

Sua (ainda) animalização;

Sempre subjugando o inferior.

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Reformemos nossos espíritos

Com a compaixão dos fortes

Com uma visão mais humilde.

Os vitoriosos de hoje,

Provavelmente serão os derrotados

Em novas provas de um novo amanhã.

Na alegria da vitória, pensemos com amor

No abatimento de nossos adversários

E estendamos-lhes as mãos com carinho,

Compartilhando com eles nossa alegria,

Mas com euforia contida, sem machucar

Amenizando-lhes o peso da derrota.

E aí seremos de novo irmãos

Numa luta constante neste mundo

Que ainda é de provas e expiações,

Renovando-o para um Orbe de Regeneração,

Onde a felicidade reinará

E estas disputas serão coisa do passado.

A concórdia será o elo de nosso amor!

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Dom Joaquim/MG, 29 de outubro de 2018.

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Foto por Josh Sorenson em Pexels.com

Publicado por: Dirceu Rabelo | 11/08/2018

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